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sábado, 17 de janeiro de 2009

Ajudar as empresas ou os desempregados?

por:Camilo Lourenço e-mail:camilolourenco@gmail.com

O encerramento de empresas disparou nos últimos meses de 2008. Naturalmente, o número de pessoas inscritas no Instituto do Emprego e Formação Profissional vai aumentar drasticamente, provavelmente já em Janeiro. É este o indicador que está a preocupar o Governo, que se desdobra em esforços (subsídios e outras ajudas) para evitar o fecho de mais empresas.


É um erro. Muitas das empresas em dificuldades, com crise ou sem ela, têm os dias contados. Mas, se os subsídios e ajudas são um erro, o que deveria o Governo fazer? Reforçar os apoios a quem perde o emprego e desenhar, com as empresas saudáveis, um plano coerente de formação profissional. É que há profissões para as quais as empresas não encontram profissionais disponíveis. Mais: há regiões onde a falta de pessoal qualificado é crónica. Aveiro e Viana do Castelo são bons exemplos.

O Governo devia deixar falir as empresas que pelos mecanismos do mercado não conseguem sobreviver. A seguir tem de indagar, junto das empresas, quais as qualificações em falta e as que a economia vai precisar quando o crescimento regressar.

Se seguir esta cartilha simples, estará a reduzir o desemprego estrutural (as pessoas que estão a ficar desempregadas, sem formação profissional podem não conseguir regressar ao mercado de trabalho) e a dar uma ajuda à reconversão da economia. Os subsídios só servem para adiar a morte de empresas, sem resolver o problema da qualificação.

in: JN

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