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quarta-feira, 21 de março de 2007

Responsável da NATO na Europa visita Portugal

Responsável da NATO na Europa visita Portugal
Forças Armadas portuguesas vão "acompanhar debate" sobre escudo anti-míssil americano
21.03.2007 - 13h28 Lusa



O chefe do Estado-maior general das Forças Armadas, general Valença Pinto, afirmou hoje que Portugal vai "acompanhar o debate" na NATO sobre o escudo anti-míssil que os Estados Unidos planeiam instalar na Europa.

"Portugal acompanhará o debate no seio da Aliança Atlântica, que vai intensificar-se durante o mês de Abril, através dos canais políticos, diplomáticos", disse Valença Pinto, numa conferência de imprensa com o general John Craddock, comandante supremo da NATO na Europa, de visita oficial a Portugal.

Desdramatizando o facto de o país ficar de fora do polémico sistema anti-míssil, que já mereceu críticas do Presidente russo, Vladimir Putin, Valença Pinto afirmou que "haverá ainda muito tempo pela frente e muito trabalho antes de se ter uma opinião mais concreta sobre o assunto".

O general John Craddock admitiu tratar-se de uma "questão complexa" e secundou as posições do secretário-geral da NATO de vir a existir "a possibilidade" de integrar o escudo anti-míssil em acções da aliança.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, já defendeu, após uma reunião com o seu homólogo italiano, Massimo d'Alema, que a questão do sistema anti-míssil deve ser discutida no âmbito da NATO e da União Europeia.

Os Estados Unidos têm mantido negociações com os governos de Praga, Varsóvia e Londres para a instalação do sistema no seu território.

Responsável da NATO na Europa recebido por Cavaco Silva

O comandante supremo da NATO na Europa está desde ontem em Portugal, para uma visita de dois dias. Já se reuniu, hoje de manhã, com o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, com o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, e com o chefe do Estado-maior.

À tarde, tem uma audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva, no Palácio de Belém, antes de presidir a uma reunião de comandos da Aliança, que decorrerá no comando de Oeiras.

Na conferência de imprensa, o general norte-americano agradeceu "o apoio, participação e profissionalismo" dos militares portugueses em missões da NATO, nomeadamente no Kosovo e no Afeganistão, para as quais, garantiu, não veio pedir reforço.

Embora reconheça que existem falta de tropas, no Afeganistão, por exemplo, o general John Craddock admitiu não lhe ser possível prever quando é que as forças da Aliança poderão deixar o país.

"Ainda há muito por fazer e as questões centrais são a segurança, a reconstrução e o desenvolvimento do país", disse Craddock.

O general Valença Pinto revelou ter analisado com John Craddock a participação portuguesa nas missões da NATO e também a valorização do comando da NATO instalado em Oeiras.

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