A crise económica não traz apenas más notícias. As empresas que optaram por internacionalizar os seus negócios e têm receitas em dólares estão a beneficiar com a subida da moeda americana contra o euro. Uma ajuda às contas de 2008, penalizadas pela quebra nas vendas e na rentabilidade.
A crise económica não traz apenas más notícias. As empresas que optaram por internacionalizar os seus negócios e têm receitas em dólares estão a beneficiar com a subida da moeda americana contra o euro. Uma ajuda às contas de 2008, penalizadas pela quebra nas vendas e na rentabilidade.
A maior exposição a outros mercados permitiu às empresas portuguesas diversificar as fontes de receita. Mas também as deixou mais expostas às variações cambiais. A crise financeira obrigou as autoridades monetárias a intervir nas taxas de juro e no câmbio, provocando acentuadas flutuações nas moedas.
in: Jornal de Negocios ONline
Número total de visualizações de páginas
Mostrar mensagens com a etiqueta news worl. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta news worl. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
O ambiente começa a arrefecer??
"As vendas de casas subiram 6,5 por cento em Dezembro, o maior aumento dos últimos sete anos, já que a queda dos preços fizeram atrair mais compradores. Mas os economistas afirmam que essa tendência não tem sustentação já que é preciso ter em conta a actual onda de despedimentos em massa."
in wall street journal
COMENTÁRIO DO CREATEINOVATE:
Parece que o mercado imobiliário dos estados unidos recomeça após esta crise? será que irá abrandar os seus efeitos? ou já vem tarde?
Esperamos para ver.
-Com esta série de despedimentos a nível global das grandes empresas, na esperança de terem lucros acima do esperado, será que haverá alguém disposto a comprar casas sem saber como as irá pagar?
-Voltarão os bancos a emprestar dinheiro sem garantia, para voltar a vender os seus "créditos envenenados" para daqui a uns anos haver nova crise no sub-prime?
ou irá a super potencia criar algum organismo para regular este mercado?
-Mercado este que já deu provas de ser um dos mercados mais importantes do mundo que conhecemos e que chamamos "evoluído" trata-se de chupar dum lado para alguém ganhar.
-E que já vimos que o facto de haver alguém com lucros fabulosos não é bom para ninguém, pois esta crise para além de haver entidades a lucrar imenso, não é nada bom para a economia global.
Veremos no que vai dar.
in wall street journal
COMENTÁRIO DO CREATEINOVATE:
Parece que o mercado imobiliário dos estados unidos recomeça após esta crise? será que irá abrandar os seus efeitos? ou já vem tarde?
Esperamos para ver.
-Com esta série de despedimentos a nível global das grandes empresas, na esperança de terem lucros acima do esperado, será que haverá alguém disposto a comprar casas sem saber como as irá pagar?
-Voltarão os bancos a emprestar dinheiro sem garantia, para voltar a vender os seus "créditos envenenados" para daqui a uns anos haver nova crise no sub-prime?
ou irá a super potencia criar algum organismo para regular este mercado?
-Mercado este que já deu provas de ser um dos mercados mais importantes do mundo que conhecemos e que chamamos "evoluído" trata-se de chupar dum lado para alguém ganhar.
-E que já vimos que o facto de haver alguém com lucros fabulosos não é bom para ninguém, pois esta crise para além de haver entidades a lucrar imenso, não é nada bom para a economia global.
Veremos no que vai dar.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Inquérito à queda de avião no rio Hudson começou hoje
Devem ter visto na televisão, o desastre que aconteceu nos estados unidos.
Podem ver o VIDEO clicando AQUI





Começaram hoje os minuciosos trabalhos de inquérito às causas da queda do avião da US Airways, que ontem amarou no rio Hudson, ao largo de Manhattan, Nova Iorque. Apesar do aparatoso acidente, nenhum dos 155 passageiros ficou ferido, tendo todos sido resgatados em segurança.
A National Transportation Safety Board (NTSB) já enviou para o local uma equipa de cerca de 20 pessoas, a fim de examinarem a carlinga do aparelho, que continuava hoje a flutuar nas águas do Hudson.
Até agora a hipótese apontada como a mais provável para o acidente centra-se na colisão de um bando de pássaros contra o avião, um Airbus A320, que terá causado danos nos motores. Esta informação foi, aliás, confirmada já ontem pela autoridade de aviação civil norte-americana (FAA).
O construtor do aparelho, a Airbus, também já enviou especialistas para Nova Iorque, a fim de ajudarem a apurar as causas do acidente.
A partir do momento em que as caixas negras do avião forem recuperadas, as circunstâncias em que o avião caiu serão mais fáceis de apurar. Os motores do avião serão igualmente analisados à lupa, uma vez retirados das águas.
Os membros da equipa de inquérito irão igualmente falar com o comandante, Chesley Sullenberger III, cujo sangue frio permitiu salvar as vidas de todos os passageiros.
“O talento do piloto da US Airways, a sua determinação e a sua capacidade de pensar com rapidez contribuíram muito para que os passageiros sobrevivessem ao acidente, cujo final poderia ter sido bem diferente”, indicou à AFP um especialista nas questões da aviação, Chris Yates, que acrescentou que os pássaros deverão ter sido aspirados para os dois motores “provocando um acontecimento muito raro, a paragem dos dois motores ao mesmo tempo, num dos momentos mais críticos de qualquer voo: a descolagem”, sublinhou.
O acidente aconteceu logo após a descolagem do aparelho do aeroporto nova-iorquino de La Guardia, com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, com 148 passageiros e cinco tripulantes a bordo.
Imagens captadas pelas televisões mostravam dezenas de pessoas, envergando coletes salva-vidas, nas asas do avião, à espera de serem resgatados pelos "ferries" de passageiros, corvetas da guarda-costeira e helicópteros que acorreram de imediato ao local. A baixa temperatura da água (Nova Iorque registava ontem à tarde sete graus negativos) era a principal preocupação das autoridades, mas todos os passageiros saíram ilesos, alguns dos quais – avançavam hoje os media com alguma ironia – sem sequer terem molhado os pés.
in: publico, edição online
Podem ver o VIDEO clicando AQUI




Começaram hoje os minuciosos trabalhos de inquérito às causas da queda do avião da US Airways, que ontem amarou no rio Hudson, ao largo de Manhattan, Nova Iorque. Apesar do aparatoso acidente, nenhum dos 155 passageiros ficou ferido, tendo todos sido resgatados em segurança.
A National Transportation Safety Board (NTSB) já enviou para o local uma equipa de cerca de 20 pessoas, a fim de examinarem a carlinga do aparelho, que continuava hoje a flutuar nas águas do Hudson.
Até agora a hipótese apontada como a mais provável para o acidente centra-se na colisão de um bando de pássaros contra o avião, um Airbus A320, que terá causado danos nos motores. Esta informação foi, aliás, confirmada já ontem pela autoridade de aviação civil norte-americana (FAA).
O construtor do aparelho, a Airbus, também já enviou especialistas para Nova Iorque, a fim de ajudarem a apurar as causas do acidente.
A partir do momento em que as caixas negras do avião forem recuperadas, as circunstâncias em que o avião caiu serão mais fáceis de apurar. Os motores do avião serão igualmente analisados à lupa, uma vez retirados das águas.
Os membros da equipa de inquérito irão igualmente falar com o comandante, Chesley Sullenberger III, cujo sangue frio permitiu salvar as vidas de todos os passageiros.
“O talento do piloto da US Airways, a sua determinação e a sua capacidade de pensar com rapidez contribuíram muito para que os passageiros sobrevivessem ao acidente, cujo final poderia ter sido bem diferente”, indicou à AFP um especialista nas questões da aviação, Chris Yates, que acrescentou que os pássaros deverão ter sido aspirados para os dois motores “provocando um acontecimento muito raro, a paragem dos dois motores ao mesmo tempo, num dos momentos mais críticos de qualquer voo: a descolagem”, sublinhou.
O acidente aconteceu logo após a descolagem do aparelho do aeroporto nova-iorquino de La Guardia, com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, com 148 passageiros e cinco tripulantes a bordo.
Imagens captadas pelas televisões mostravam dezenas de pessoas, envergando coletes salva-vidas, nas asas do avião, à espera de serem resgatados pelos "ferries" de passageiros, corvetas da guarda-costeira e helicópteros que acorreram de imediato ao local. A baixa temperatura da água (Nova Iorque registava ontem à tarde sete graus negativos) era a principal preocupação das autoridades, mas todos os passageiros saíram ilesos, alguns dos quais – avançavam hoje os media com alguma ironia – sem sequer terem molhado os pés.
in: publico, edição online
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Swiss Bank UBP Missed Warnings About Madoff
LONDON -- Swiss bank Union Bancaire Privée kept hundreds of millions of dollars of its wealthy clients' money in Bernard Madoff's alleged Ponzi scheme despite warnings from its own research team, according to people familiar with the matter.
While others in the investment community had questioned Mr. Madoff's strategy and chosen to stay away, the instance offers a rare sign that red flags were raised within one of the large institutions that actually invested with Mr. Madoff.
do you want to know more?
-> http://online.wsj.com/article/SB123188437723478727.html?mod=rss_whats_news_us
While others in the investment community had questioned Mr. Madoff's strategy and chosen to stay away, the instance offers a rare sign that red flags were raised within one of the large institutions that actually invested with Mr. Madoff.
do you want to know more?
-> http://online.wsj.com/article/SB123188437723478727.html?mod=rss_whats_news_us
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Reactor nuclear para a base lunar
NASA Eyes Nuclear Reactor for Moon Base
Irene Klotz, Discovery News
Video: http://dsc.discovery.com/video/player.html?bclid=1588003250
NASA is tip-toeing once again into what was once called the N-word -- nuclear -- with a technology development program aimed at powering its planned base on the moon.
The goal of the Fission Surface Power Project, which is based at NASA's Glenn Research Center in Cleveland, Ohio, is to produce a non-nuclear prototype unit within five years.
NASA's last foray into nuclear technologies was a project that began in 2003 known as Prometheus, which focused on both nuclear propulsion and nuclear-powered generators that ultimately could be used to support a manned mission to Mars and for deep-space probes, such as a mission to Jupiter's ocean-bearing moon Europa.
Prometheus was preceded in the 1950s and 60s by the NERVA, Project Orion and other initiatives.
Prometheus ended, but a small-scale effort to develop a compact, highly autonomous fission reactor as part of the agency's new exploration initiative, Project Constellation, survived. The program aims to return U.S. astronauts to the moon by 2020 and establish a base before moving on to manned missions to Mars and other bodies in the solar system.
Supported at a cost of about $10 million a year, the Fission Surface Power Project this week awarded two contracts for power conversion units, used to turn the heat of nuclear reactions into electricity.
NASA envisions needing a system capable of providing about 40 kilowatts of electricity -- about what's used to power eight average homes in the United States.
It would be launched cold and without radioactive elements until operations were to begin on the lunar surface.
NASA is thinking about burying the system so the lunar soil can serve as shielding.
The converter design by Sunpower Inc., of Athens, Ohio, uses two opposed piston engines coupled to alternators to produce a total of 12 kilowatts of power. Barber Nichols Inc. of Arvada, Colo., is developing a closed Brayton cycle engine that uses a high-speed turbine and compressor coupled to a rotary alternator. It also generates 12 kilowatts.
The ground system would not use any nuclear materials, said project manager Lee Mason.
"Our goal is to build a technology demonstration unit with all the major components of a fission surface power system and conduct non-nuclear, integrated system testing in a ground-based space simulation facility," he said.
A space-based reactor would have to be much more compact than fission reactors currently operating on Earth and would generate far less power. The agency also is looking at solar-powered technologies, fuel cells and other systems.
Among engineers' challenges are the harsh, radioactive environments and the extreme temperature ranges of space.
The moon's 29.5-day rotational period produces long, cold nights lasting 354 hours, which presents a formidable challenge for solar-powered systems. On Mars, the night-time is just 12 hours, but its distance from sun means only 20 percent of the energy that reaches the moon makes it to Mars.
"As you get further and further out, the missions get longer and longer, and you're going to have to have higher and higher power levels," said John Warren, who oversees the program at NASA headquarters in Washington D.C. "You're probably going to have to have nuclear, and I think that will be recognized not only here in the U.S., but around the worl
Fonte: http://dsc.discovery.com/news/2008/09/15/moon-fission-nuclear.html
//////
Moon Dust Curiosity
http://dsc.discovery.com/news/2008/07/02/moon-dust-astronaut.html
Irene Klotz, Discovery News
Video: http://dsc.discovery.com/video/player.html?bclid=1588003250
NASA is tip-toeing once again into what was once called the N-word -- nuclear -- with a technology development program aimed at powering its planned base on the moon.
The goal of the Fission Surface Power Project, which is based at NASA's Glenn Research Center in Cleveland, Ohio, is to produce a non-nuclear prototype unit within five years.
NASA's last foray into nuclear technologies was a project that began in 2003 known as Prometheus, which focused on both nuclear propulsion and nuclear-powered generators that ultimately could be used to support a manned mission to Mars and for deep-space probes, such as a mission to Jupiter's ocean-bearing moon Europa.
Prometheus was preceded in the 1950s and 60s by the NERVA, Project Orion and other initiatives.
Prometheus ended, but a small-scale effort to develop a compact, highly autonomous fission reactor as part of the agency's new exploration initiative, Project Constellation, survived. The program aims to return U.S. astronauts to the moon by 2020 and establish a base before moving on to manned missions to Mars and other bodies in the solar system.
Supported at a cost of about $10 million a year, the Fission Surface Power Project this week awarded two contracts for power conversion units, used to turn the heat of nuclear reactions into electricity.
NASA envisions needing a system capable of providing about 40 kilowatts of electricity -- about what's used to power eight average homes in the United States.
It would be launched cold and without radioactive elements until operations were to begin on the lunar surface.
NASA is thinking about burying the system so the lunar soil can serve as shielding.
The converter design by Sunpower Inc., of Athens, Ohio, uses two opposed piston engines coupled to alternators to produce a total of 12 kilowatts of power. Barber Nichols Inc. of Arvada, Colo., is developing a closed Brayton cycle engine that uses a high-speed turbine and compressor coupled to a rotary alternator. It also generates 12 kilowatts.
The ground system would not use any nuclear materials, said project manager Lee Mason.
"Our goal is to build a technology demonstration unit with all the major components of a fission surface power system and conduct non-nuclear, integrated system testing in a ground-based space simulation facility," he said.
A space-based reactor would have to be much more compact than fission reactors currently operating on Earth and would generate far less power. The agency also is looking at solar-powered technologies, fuel cells and other systems.
Among engineers' challenges are the harsh, radioactive environments and the extreme temperature ranges of space.
The moon's 29.5-day rotational period produces long, cold nights lasting 354 hours, which presents a formidable challenge for solar-powered systems. On Mars, the night-time is just 12 hours, but its distance from sun means only 20 percent of the energy that reaches the moon makes it to Mars.
"As you get further and further out, the missions get longer and longer, and you're going to have to have higher and higher power levels," said John Warren, who oversees the program at NASA headquarters in Washington D.C. "You're probably going to have to have nuclear, and I think that will be recognized not only here in the U.S., but around the worl
Fonte: http://dsc.discovery.com/news/2008/09/15/moon-fission-nuclear.html
//////
Moon Dust Curiosity
http://dsc.discovery.com/news/2008/07/02/moon-dust-astronaut.html
terça-feira, 1 de abril de 2008
Viagra rosa
Viagra rosa
27.03.2008
A corrida em busca do Viagra cor-de-rosa já começou, mas há mulheres que não estão interessadas. Há quem critique a medicalização da sexualidade feminina.
Por David Segal
O Viagra faz dez anos hoje. E é verdade que o tempo voou. Parece que foi ontem que nos torcemos de riso à frente da televisão com os anúncios pseudo-simbolistas que eram dedicados ao pequeno comprimido azul e aos seus rivais da "disfunção eréctil" - bolas de futebol atiradas através de pneus, torneiras que começavam a jorrar água. Os spots acabavam com uma lista de possíveis efeitos secundários que pareciam uma caricatura de possíveis efeitos secundários. "Mais de quatro horas?", encolhíamo-nos só de pensar. "Au!"
Por muito embaraçosos que fossem os anúncios, a aprovação do Viagra pela Food and Drug Administration (FDA), a agência americana que controla os medicamentos, no dia 27 de Março de 1998 é um marco na história do sexo.
Na altura todos tivemos a sensação de estar a viver uma revolução biomédica, mas cinco minutos depois do comprimido mágico se ter espalhado pelo mundo alguém fez a pergunta: e onde é que está a versão feminina do Viagra?
A resposta curta é: ainda está a ser desenvolvida. Houve vários laboratórios que tentaram criar o "Viagra cor-de-rosa" - como costuma ser chamado - mas falharam. Outras companhias desenvolveram drogas que estão actualmente em diferentes estádios dos testes clínicos - como um gel que começou recentemente a ser testado num estudo de âmbito nacional nos Estados Unidos, que envolve vários milhares de mulheres, e que deverá provar a sua eficácia ou ser atirado para o caixote do lixo.
"Dêem-nos cinco anos, talvez menos", dizem os médicos e os investigadores mais optimistas. Ainda que ninguém saiba ao certo quantas mulheres pediriam uma receita ao seu médico, ninguém duvida de que a primeira empresa que lance no mercado um remédio para a disfunção sexual feminina (DSF), como é formalmente denominada, ganharia uma fortuna.
Curiosamente, porém, à medida que esta corrida se aproxima da sua última volta, como parece ser o caso, nem todos os espectadores aplaudem os concorrentes. Na realidade, muitos estão a vaiar os corredores com todas as suas forças.
Um pequeno mas fervoroso grupo de psicólogos, académicos e campeões da saúde pública afirma que a DSF não é sequer uma situação clínica - ou, pelo menos, não é o tipo de problema que deva ser tratado com drogas. E não se trata daqueles obtusos médicos (do sexo masculino) que há décadas que dizem às mulheres preocupadas com a sua falta de libido que "está tudo na sua cabeça".
Este grupo anti-DSF é formado principalmente por mulheres e muitas delas descrevem-se como feministas. A mais conhecida é Leonore Tiefer, uma psicoterapeuta e professora da Universidade de Nova Iorque que há muitos anos critica aquilo que chama "a medicalização da sexualidade feminina".
"As empresas farmacêuticas querem dizer às mulheres: "Você não precisa de saber nada. Pode finalmente ter a vida sexual gratificante que procura sem saber nada de nada. Basta perguntar ao seu médico"", diz Tiefer. "Fico chocada com esta atitude, porque no mundo em que vivemos há muitos problemas originados pela ignorância e pela dependência. Pode haver imensas pessoas que não estão interessadas em sexo, mas será que há uma razão médica para isso? E será que temos a capacidade de a diagnosticar?"
A crítica de Tiefer tem a ver com a forma como é de esperar que o Viagra seja promovido - através de anúncios que vão passar noite e dia à frente dos nossos olhos sugerindo que as mulheres que não são sexualmente ousadas têm um problema médico. Tiefer e as suas aliadas - organizadas no grupo New View Campaign - também se sentem irritadas por se estar a gastar tanto dinheiro e por os media estarem a dedicar tanta atenção à pílula da luxúria, ainda antes de ela existir, quando para muitas mulheres a solução para os seus problemas de libido não precisa de ser tão exótica. Talvez tenham um parceiro que não tem a mínima ideia do que deve fazer. Talvez estejam stressadas. Talvez não consigam descontrair-se o suficiente para sentir desejo por estarem demasiado ocupadas a tratar das crianças. Terapia, aconselhamento e jardins-de-infância gratuitos podem fazer mais pela vida sexual das mulheres do que alguma vez alguma companhia farmacêutica conseguirá, diz a New View Campaign.
"Oitenta e cinco por cento das vezes, as pessoas saem do consultório do médico com uma receita na mão", diz Meika Loe, autora de The Rise of Viagra e uma apoiante da New View. "Mas as companhias de seguros não pagam a uma pessoa que queira falar a um terapeuta para se aconselhar sobre a melhor forma de comunicar os seus desejos sexuais. Temos um sistema de saúde que está quase exclusivamente focado nas soluções médicas."
Do outro lado da barricada, aliados das companhias farmacêuticas, estão grupos de médicos que receitam a mulheres atormentadas pela sua vida sexual medicamentos que a FDA não aprovou para esse fim. O mais conhecido destes é Irwin Goldstein, director de Medicina Sexual no Hospital Alvarado, de San Diego. Goldstein e Tiefer discutem o tema da DSF há uma década, mas o médico considera que não há na realidade nada para discutir.
Goldstein usa hormonas para tratar as mulheres e tem todo o gosto em pôr as pessoas interessadas em contacto com pacientes que se desdobram em elogios aos resultados do seu tratamento.
Mulheres como Virginia, nascida na Grã-Bretanha, uma artista de 60 anos, que preferiu que o seu apelido não fosse mencionado. Virginia passou anos a pedir aos médicos algo que estimulasse o seu apetite sexual, que já tinha sido voraz e tinha deixado de o ser. "Todos eles reviravam os olhos, tossiam discretamente e tentavam mudar de assunto", conta. "Mas quando eu era jovem, a minha enorme libido era uma parte importante da minha pessoa, daquilo que eu era. Perder isso foi como perder um grande amigo."
Há três anos, Virginia ouviu Goldstein dar uma entrevista à National Public Radio. Umas semanas depois foi a Boston, onde o médico tinha então o seu consultório, e passado algum tempo estava a fazer um tratamento hormonal. Foi preciso ir ajustando a combinação de hormonas e a dose, mas passadas umas semanas começou subitamente a sentir-se mais confiante do ponto de vista sexual e mais atraente. E o sexo começou a ser muito mais gratificante.
"Há uns anos eu conseguia chegar ao sétimo céu", explica. "Agora consigo chegar ao quinto. É muito melhor que o purgatório".
Excitação ou desejo
Numa coisa toda a gente está de acordo: a busca do Viagra cor-de-rosa está a revelar-se mais complicada do que se pensava. Até agora tem-se saltado de desilusão em desilusão
Houve o PT-141, da Palatin Technologies, uma droga inalada através de um spray nasal e que, nos testes preliminares, produziu uma estimulação sexual tanto nos homens como nas mulheres, o que deu origem a rumores em 2005 de que uma esguichadela no nariz era tudo o que era necessário para que uma pessoa ficasse pronta para tudo.
"O primeiro afrodisíaco verdadeiro, honesto, excitante, trepidante e disponível para os dois sexos", arquejava a revista New York nesse ano. Mas não era. Em Agosto, a FDA suspendeu os testes clínicos referindo riscos de hipertensão arterial.
Depois veio o Intrinsa, um penso fabricado pela Procter & Gamble que injectava testosterona na corrente sanguínea através da pele. (A testosterona, uma hormona associada ao desejo sexual, é produzida também pelas mulheres, ainda que em menores quantidades que nos homens.) Também foi suspenso pela FDA.
E é claro que, muito antes da medicina moderna, houve experiências descabeladas com unguentos, insectos e corno de rinoceronte moído. A busca de um afrodisíaco feminino é aparentemente tão velha como o namoro.
Com os homens, tudo o que um medicamento tem de provocar é uma excitação - ou seja, uma erecção. O homem em geral consegue convocar a luxúria sem mais ajuda. Uma mulher, porém, pode ficar sexualmente excitada - ou ter todos os sinais físicos da excitação sexual - e continuar sem interesse em sexo. É por isso que o Viagra não funciona com as mulheres, ainda que produza nelas praticamente o mesmo efeito físico - afluxo de sangue às partes baixas - que nos homens.
A excitação sexual nas mulheres nem sempre leva ao desejo. Até a Pfizer demorou um bocado a compreender o conceito. A empresa testou 3000 mulheres ao longo de oito anos antes de abandonar a esperança (em 2004) de que o próprio Viagra pudesse ser o Viagra feminino.
"O que sabemos é que, nas mulheres, muito pouco do que acontece no capítulo do sexo se passa abaixo da cintura", diz Anita Clayton, professora do Centro de Investigação Clínica Psiquiátrica da Universidade de Virgínia e co-autora do livro Satisfaction: Women, Sex and the Quest for Intimacy. "Quase tudo se passa acima do pescoço."
O que levanta outra questão complexa: se o desejo nas mulheres está "acima do pescoço" como é que o medimos?
Para conceder a vitória na corrida do Viagra cor-de-rosa, a FDA quer dados que demonstrem um aumento do número de "eventos sexualmente gratificantes" para as mulheres. Só que é um pouco difícil de definir o que é um "evento sexualmente gratificante" e eles podem ser fantasticamente variados e nem sequer se traduzem necessariamente em orgasmos.
O que significa que o Viagra cor-de-rosa deve ultrapassar obstáculos muito mais difíceis de transpor do que alguma vez se exigiu do Viagra: tem de despertar o desejo mas também tem de proporcionar "eventos gratificantes". Clayton acha que se definiu um standard que é irrazoavelmente elevado - talvez porque o Governo não queira colocar à venda uma droga que aumenta o desejo das mulheres, por razões vagamente puritanas.
"Dir-se-ia que o Governo receia que as mulheres se transformem em ninfomaníacas", diz Clayton. "Repare: a FDA bloqueou a pílula do dia seguinte durante anos. Porquê? Ou estavam preocupados com a possibilidade de as mulheres se começarem a portar mal ou não percebem a sexualidade feminina."
Há empresas farmacêuticas que dizem que conseguirão satisfazer os critérios da FDA, sejam eles quais forem. Em Janeiro deu-se início nos Estados Unidos a 100 ensaios clínicos do LibiGel, um gel de testosterona fabricado pela BioSante. As mulheres devem aplicar um pouco de LibiGel nos braços uma vez por dia. O gel vai fazendo subir os níveis de testosterona ao longo dos meses.
Um laboratório alemão, Boehringer Ingelheim, descobriu que uma droga que tinha desenvolvido contra a depressão não animava os deprimidos mas estimulava a libido das mulheres. Espera que a droga seja aprovada pela FDA para a nova indicação em 2009.
Quanto mais cedo melhor, dizem muitos médicos que trabalham no domínio da sexologia, que descrevem a DSF como uma epidemia que se está a espalhar silenciosamente entre as mulheres, particularmente após a menopausa.
As sondagens sobre este tema, tal como acontece sobre muitos outros relacionados com sexo, apresentam resultados muitos díspares, conforme a maneira como se formula a pergunta.
Um estudo recente publicado na revista American Family Physician analisou um conjunto de inquéritos e concluiu que entre 10 e 46 por cento das mulheres sofriam de "desejo sexual hipoactivo" - uma expressão usada para a DSF.
Outros estudos concluíram que a maior parte das mulheres que estão preocupadas com a sua vida sexual se sente demasiado envergonhada para discutir a questão com o médico. E, as que falam disso, ouvem muitas vezes em resposta que o que precisam é de um psiquiatra.
"Quando comecei a trabalhar nesta área, nos anos 70, noventa por cento dos tratamentos eram psicológicos", diz Irwin Goldstein. "Partia-se simplesmente do princípio de que todos os casais precisavam de psicoterapia."
O sucesso do Viagra mudou radicalmente o panorama. Durante décadas, o homem que não conseguia ter uma erecção era considerado "impotente", o que significava que precisava de se deitar num sofá e falar do seu problema com um psicoterapeuta. O Viagra redefiniu a impotência como "disfunção eréctil" e demonstrou que muitos homens não precisavam de desentupir a psique para resolver o problema: precisavam apenas de maior vasodilatação do corpus cavernosum. Por outras palavras: precisavam de um comprimido.
Depois do lançamento do Viagra, Goldstein começou a organizar conferências anuais para divulgar a sua investigação e discutir ideias sobre a DSF, que era então um diagnóstico relativamente pouco comum. Cerca de 500 médicos e representantes da indústria farmacêutica apareceram no primeiro Boston Forum, como se chamava. Em 1999. A imprensa também apareceu. Foi a partir daqui que a DSF se tornou credível.
Esse foi também o momento em que Leonore Tiefer se transformou numa activista. O que a inquietava, conta, era a ideia de que "as mulheres iriam ser sobremedicadas e iriam receitar-lhes coisas de que não precisavam e que não as iriam ajudar".
A ciência do orgasmo
O facto de vários laboratórios farmacêuticos apoiarem a conferência reforçou a sua convicção de que a indústria estava simplesmente a inventar uma nova doença para poder explorar um novo mercado. A crítica iria ganhar adeptos nos anos seguintes em sectores da academia.
Um artigo publicado em 2003 no Journal of British Medicine considerava a DSF "o mais recente e mais claro exemplo que existe" da "criação de uma doença com base no patrocínio das grandes corporações".
Entretanto, estamos cada vez mais próximos de compreender o prazer sexual naquilo que ele possui de mais básico em termos químicos.
Um pequeno grupo de neuropsicólogos, por exemplo, está a usar tecnologias avançadas de imagiologia para perceber o que acontece na mente das mulheres, do ponto de vista biológico, no momento do êxtase sexual. Um desses investigadores é Barry Komisaruk da Rutgers University, co-autor de The Science of Orgasm. No seu laboratório de Newark, em New Jersey, Komisaruk liga mulheres a máquinas de ressonância magnética nuclear funcional (F-MRI), que conseguem analisar a actividade neuronal em tempo real, de forma a obter uma imagem dinâmica do cérebro enquanto as mulheres se auto-estimulam.
Komisaruk pode gabar-se de ter chegado àquilo que é provavelmente o relato menos romântico que existe do prazer sexual feminino: é um fluxo da hormona dopamina para uma parte do cérebro chamada nucleus accumbens. Se houvesse uma pílula que conseguisse reproduzir essa experiência, ela não seria um bom substituto para uma relação amorosa, concede o investigador.
"E concordo que há um risco de abuso por parte das empresas farmacêuticas, que já foram culpadas de inventar doenças para vender medicamentos. Por outro lado, se uma mulher se sente infeliz devido à falta de desejo sexual na sua vida e se nós a podemos ajudar... porque não?"
Exclusivo PÚBLICO/Washington Post
27.03.2008
A corrida em busca do Viagra cor-de-rosa já começou, mas há mulheres que não estão interessadas. Há quem critique a medicalização da sexualidade feminina.
Por David Segal
O Viagra faz dez anos hoje. E é verdade que o tempo voou. Parece que foi ontem que nos torcemos de riso à frente da televisão com os anúncios pseudo-simbolistas que eram dedicados ao pequeno comprimido azul e aos seus rivais da "disfunção eréctil" - bolas de futebol atiradas através de pneus, torneiras que começavam a jorrar água. Os spots acabavam com uma lista de possíveis efeitos secundários que pareciam uma caricatura de possíveis efeitos secundários. "Mais de quatro horas?", encolhíamo-nos só de pensar. "Au!"
Por muito embaraçosos que fossem os anúncios, a aprovação do Viagra pela Food and Drug Administration (FDA), a agência americana que controla os medicamentos, no dia 27 de Março de 1998 é um marco na história do sexo.
Na altura todos tivemos a sensação de estar a viver uma revolução biomédica, mas cinco minutos depois do comprimido mágico se ter espalhado pelo mundo alguém fez a pergunta: e onde é que está a versão feminina do Viagra?
A resposta curta é: ainda está a ser desenvolvida. Houve vários laboratórios que tentaram criar o "Viagra cor-de-rosa" - como costuma ser chamado - mas falharam. Outras companhias desenvolveram drogas que estão actualmente em diferentes estádios dos testes clínicos - como um gel que começou recentemente a ser testado num estudo de âmbito nacional nos Estados Unidos, que envolve vários milhares de mulheres, e que deverá provar a sua eficácia ou ser atirado para o caixote do lixo.
"Dêem-nos cinco anos, talvez menos", dizem os médicos e os investigadores mais optimistas. Ainda que ninguém saiba ao certo quantas mulheres pediriam uma receita ao seu médico, ninguém duvida de que a primeira empresa que lance no mercado um remédio para a disfunção sexual feminina (DSF), como é formalmente denominada, ganharia uma fortuna.
Curiosamente, porém, à medida que esta corrida se aproxima da sua última volta, como parece ser o caso, nem todos os espectadores aplaudem os concorrentes. Na realidade, muitos estão a vaiar os corredores com todas as suas forças.
Um pequeno mas fervoroso grupo de psicólogos, académicos e campeões da saúde pública afirma que a DSF não é sequer uma situação clínica - ou, pelo menos, não é o tipo de problema que deva ser tratado com drogas. E não se trata daqueles obtusos médicos (do sexo masculino) que há décadas que dizem às mulheres preocupadas com a sua falta de libido que "está tudo na sua cabeça".
Este grupo anti-DSF é formado principalmente por mulheres e muitas delas descrevem-se como feministas. A mais conhecida é Leonore Tiefer, uma psicoterapeuta e professora da Universidade de Nova Iorque que há muitos anos critica aquilo que chama "a medicalização da sexualidade feminina".
"As empresas farmacêuticas querem dizer às mulheres: "Você não precisa de saber nada. Pode finalmente ter a vida sexual gratificante que procura sem saber nada de nada. Basta perguntar ao seu médico"", diz Tiefer. "Fico chocada com esta atitude, porque no mundo em que vivemos há muitos problemas originados pela ignorância e pela dependência. Pode haver imensas pessoas que não estão interessadas em sexo, mas será que há uma razão médica para isso? E será que temos a capacidade de a diagnosticar?"
A crítica de Tiefer tem a ver com a forma como é de esperar que o Viagra seja promovido - através de anúncios que vão passar noite e dia à frente dos nossos olhos sugerindo que as mulheres que não são sexualmente ousadas têm um problema médico. Tiefer e as suas aliadas - organizadas no grupo New View Campaign - também se sentem irritadas por se estar a gastar tanto dinheiro e por os media estarem a dedicar tanta atenção à pílula da luxúria, ainda antes de ela existir, quando para muitas mulheres a solução para os seus problemas de libido não precisa de ser tão exótica. Talvez tenham um parceiro que não tem a mínima ideia do que deve fazer. Talvez estejam stressadas. Talvez não consigam descontrair-se o suficiente para sentir desejo por estarem demasiado ocupadas a tratar das crianças. Terapia, aconselhamento e jardins-de-infância gratuitos podem fazer mais pela vida sexual das mulheres do que alguma vez alguma companhia farmacêutica conseguirá, diz a New View Campaign.
"Oitenta e cinco por cento das vezes, as pessoas saem do consultório do médico com uma receita na mão", diz Meika Loe, autora de The Rise of Viagra e uma apoiante da New View. "Mas as companhias de seguros não pagam a uma pessoa que queira falar a um terapeuta para se aconselhar sobre a melhor forma de comunicar os seus desejos sexuais. Temos um sistema de saúde que está quase exclusivamente focado nas soluções médicas."
Do outro lado da barricada, aliados das companhias farmacêuticas, estão grupos de médicos que receitam a mulheres atormentadas pela sua vida sexual medicamentos que a FDA não aprovou para esse fim. O mais conhecido destes é Irwin Goldstein, director de Medicina Sexual no Hospital Alvarado, de San Diego. Goldstein e Tiefer discutem o tema da DSF há uma década, mas o médico considera que não há na realidade nada para discutir.
Goldstein usa hormonas para tratar as mulheres e tem todo o gosto em pôr as pessoas interessadas em contacto com pacientes que se desdobram em elogios aos resultados do seu tratamento.
Mulheres como Virginia, nascida na Grã-Bretanha, uma artista de 60 anos, que preferiu que o seu apelido não fosse mencionado. Virginia passou anos a pedir aos médicos algo que estimulasse o seu apetite sexual, que já tinha sido voraz e tinha deixado de o ser. "Todos eles reviravam os olhos, tossiam discretamente e tentavam mudar de assunto", conta. "Mas quando eu era jovem, a minha enorme libido era uma parte importante da minha pessoa, daquilo que eu era. Perder isso foi como perder um grande amigo."
Há três anos, Virginia ouviu Goldstein dar uma entrevista à National Public Radio. Umas semanas depois foi a Boston, onde o médico tinha então o seu consultório, e passado algum tempo estava a fazer um tratamento hormonal. Foi preciso ir ajustando a combinação de hormonas e a dose, mas passadas umas semanas começou subitamente a sentir-se mais confiante do ponto de vista sexual e mais atraente. E o sexo começou a ser muito mais gratificante.
"Há uns anos eu conseguia chegar ao sétimo céu", explica. "Agora consigo chegar ao quinto. É muito melhor que o purgatório".
Excitação ou desejo
Numa coisa toda a gente está de acordo: a busca do Viagra cor-de-rosa está a revelar-se mais complicada do que se pensava. Até agora tem-se saltado de desilusão em desilusão
Houve o PT-141, da Palatin Technologies, uma droga inalada através de um spray nasal e que, nos testes preliminares, produziu uma estimulação sexual tanto nos homens como nas mulheres, o que deu origem a rumores em 2005 de que uma esguichadela no nariz era tudo o que era necessário para que uma pessoa ficasse pronta para tudo.
"O primeiro afrodisíaco verdadeiro, honesto, excitante, trepidante e disponível para os dois sexos", arquejava a revista New York nesse ano. Mas não era. Em Agosto, a FDA suspendeu os testes clínicos referindo riscos de hipertensão arterial.
Depois veio o Intrinsa, um penso fabricado pela Procter & Gamble que injectava testosterona na corrente sanguínea através da pele. (A testosterona, uma hormona associada ao desejo sexual, é produzida também pelas mulheres, ainda que em menores quantidades que nos homens.) Também foi suspenso pela FDA.
E é claro que, muito antes da medicina moderna, houve experiências descabeladas com unguentos, insectos e corno de rinoceronte moído. A busca de um afrodisíaco feminino é aparentemente tão velha como o namoro.
Com os homens, tudo o que um medicamento tem de provocar é uma excitação - ou seja, uma erecção. O homem em geral consegue convocar a luxúria sem mais ajuda. Uma mulher, porém, pode ficar sexualmente excitada - ou ter todos os sinais físicos da excitação sexual - e continuar sem interesse em sexo. É por isso que o Viagra não funciona com as mulheres, ainda que produza nelas praticamente o mesmo efeito físico - afluxo de sangue às partes baixas - que nos homens.
A excitação sexual nas mulheres nem sempre leva ao desejo. Até a Pfizer demorou um bocado a compreender o conceito. A empresa testou 3000 mulheres ao longo de oito anos antes de abandonar a esperança (em 2004) de que o próprio Viagra pudesse ser o Viagra feminino.
"O que sabemos é que, nas mulheres, muito pouco do que acontece no capítulo do sexo se passa abaixo da cintura", diz Anita Clayton, professora do Centro de Investigação Clínica Psiquiátrica da Universidade de Virgínia e co-autora do livro Satisfaction: Women, Sex and the Quest for Intimacy. "Quase tudo se passa acima do pescoço."
O que levanta outra questão complexa: se o desejo nas mulheres está "acima do pescoço" como é que o medimos?
Para conceder a vitória na corrida do Viagra cor-de-rosa, a FDA quer dados que demonstrem um aumento do número de "eventos sexualmente gratificantes" para as mulheres. Só que é um pouco difícil de definir o que é um "evento sexualmente gratificante" e eles podem ser fantasticamente variados e nem sequer se traduzem necessariamente em orgasmos.
O que significa que o Viagra cor-de-rosa deve ultrapassar obstáculos muito mais difíceis de transpor do que alguma vez se exigiu do Viagra: tem de despertar o desejo mas também tem de proporcionar "eventos gratificantes". Clayton acha que se definiu um standard que é irrazoavelmente elevado - talvez porque o Governo não queira colocar à venda uma droga que aumenta o desejo das mulheres, por razões vagamente puritanas.
"Dir-se-ia que o Governo receia que as mulheres se transformem em ninfomaníacas", diz Clayton. "Repare: a FDA bloqueou a pílula do dia seguinte durante anos. Porquê? Ou estavam preocupados com a possibilidade de as mulheres se começarem a portar mal ou não percebem a sexualidade feminina."
Há empresas farmacêuticas que dizem que conseguirão satisfazer os critérios da FDA, sejam eles quais forem. Em Janeiro deu-se início nos Estados Unidos a 100 ensaios clínicos do LibiGel, um gel de testosterona fabricado pela BioSante. As mulheres devem aplicar um pouco de LibiGel nos braços uma vez por dia. O gel vai fazendo subir os níveis de testosterona ao longo dos meses.
Um laboratório alemão, Boehringer Ingelheim, descobriu que uma droga que tinha desenvolvido contra a depressão não animava os deprimidos mas estimulava a libido das mulheres. Espera que a droga seja aprovada pela FDA para a nova indicação em 2009.
Quanto mais cedo melhor, dizem muitos médicos que trabalham no domínio da sexologia, que descrevem a DSF como uma epidemia que se está a espalhar silenciosamente entre as mulheres, particularmente após a menopausa.
As sondagens sobre este tema, tal como acontece sobre muitos outros relacionados com sexo, apresentam resultados muitos díspares, conforme a maneira como se formula a pergunta.
Um estudo recente publicado na revista American Family Physician analisou um conjunto de inquéritos e concluiu que entre 10 e 46 por cento das mulheres sofriam de "desejo sexual hipoactivo" - uma expressão usada para a DSF.
Outros estudos concluíram que a maior parte das mulheres que estão preocupadas com a sua vida sexual se sente demasiado envergonhada para discutir a questão com o médico. E, as que falam disso, ouvem muitas vezes em resposta que o que precisam é de um psiquiatra.
"Quando comecei a trabalhar nesta área, nos anos 70, noventa por cento dos tratamentos eram psicológicos", diz Irwin Goldstein. "Partia-se simplesmente do princípio de que todos os casais precisavam de psicoterapia."
O sucesso do Viagra mudou radicalmente o panorama. Durante décadas, o homem que não conseguia ter uma erecção era considerado "impotente", o que significava que precisava de se deitar num sofá e falar do seu problema com um psicoterapeuta. O Viagra redefiniu a impotência como "disfunção eréctil" e demonstrou que muitos homens não precisavam de desentupir a psique para resolver o problema: precisavam apenas de maior vasodilatação do corpus cavernosum. Por outras palavras: precisavam de um comprimido.
Depois do lançamento do Viagra, Goldstein começou a organizar conferências anuais para divulgar a sua investigação e discutir ideias sobre a DSF, que era então um diagnóstico relativamente pouco comum. Cerca de 500 médicos e representantes da indústria farmacêutica apareceram no primeiro Boston Forum, como se chamava. Em 1999. A imprensa também apareceu. Foi a partir daqui que a DSF se tornou credível.
Esse foi também o momento em que Leonore Tiefer se transformou numa activista. O que a inquietava, conta, era a ideia de que "as mulheres iriam ser sobremedicadas e iriam receitar-lhes coisas de que não precisavam e que não as iriam ajudar".
A ciência do orgasmo
O facto de vários laboratórios farmacêuticos apoiarem a conferência reforçou a sua convicção de que a indústria estava simplesmente a inventar uma nova doença para poder explorar um novo mercado. A crítica iria ganhar adeptos nos anos seguintes em sectores da academia.
Um artigo publicado em 2003 no Journal of British Medicine considerava a DSF "o mais recente e mais claro exemplo que existe" da "criação de uma doença com base no patrocínio das grandes corporações".
Entretanto, estamos cada vez mais próximos de compreender o prazer sexual naquilo que ele possui de mais básico em termos químicos.
Um pequeno grupo de neuropsicólogos, por exemplo, está a usar tecnologias avançadas de imagiologia para perceber o que acontece na mente das mulheres, do ponto de vista biológico, no momento do êxtase sexual. Um desses investigadores é Barry Komisaruk da Rutgers University, co-autor de The Science of Orgasm. No seu laboratório de Newark, em New Jersey, Komisaruk liga mulheres a máquinas de ressonância magnética nuclear funcional (F-MRI), que conseguem analisar a actividade neuronal em tempo real, de forma a obter uma imagem dinâmica do cérebro enquanto as mulheres se auto-estimulam.
Komisaruk pode gabar-se de ter chegado àquilo que é provavelmente o relato menos romântico que existe do prazer sexual feminino: é um fluxo da hormona dopamina para uma parte do cérebro chamada nucleus accumbens. Se houvesse uma pílula que conseguisse reproduzir essa experiência, ela não seria um bom substituto para uma relação amorosa, concede o investigador.
"E concordo que há um risco de abuso por parte das empresas farmacêuticas, que já foram culpadas de inventar doenças para vender medicamentos. Por outro lado, se uma mulher se sente infeliz devido à falta de desejo sexual na sua vida e se nós a podemos ajudar... porque não?"
Exclusivo PÚBLICO/Washington Post
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Jailed 2 Years, Iraqi Tells of Abuse by Americans
DAMASCUS, Syria — In the early hours of Jan. 6, Laith al-Ani stood in a jail near the Baghdad airport waiting to be released by the American military after two years and three months in captivity.
The Reach of War
Go to Complete Coverage »
Related
Iraq’s Legal System Staggers Beneath the Weight of War (December 17, 2006)
Readers’ Opinions
Forum: The Transition in Iraq
Before Mr. Ani was released, American guards asked him to select a sentence to describe his treatment by his captors.
He struggled to quell his hope. Other prisoners had gotten as far as the gate only to be brought back inside, he said, and he feared that would happen to him as punishment for letting his family discuss his case with a reporter.
But as the morning light grew, the American guards moved Mr. Ani, a 31-year-old father of two young children, methodically toward freedom. They swapped his yellow prison suit for street clothes, he said. They snipped off his white plastic identification bracelet. They scanned his irises into their database.
Then, shortly before 9 a.m., Mr. Ani said, he was brought to a table for one last step. He was handed a form and asked to place a check mark next to the sentence that best described how he had been treated:
“I didn’t go through any abuse during detention,” read the first option, in Arabic.
“I have gone through abuse during detention,” read the second.
In the room, he said, stood three American guards carrying the type of electric stun devices that Mr. Ani and other detainees said had been used on them for infractions as minor as speaking out of turn.
“Even the translator told me to sign the first answer,” said Mr. Ani, who gave a copy of his form to The New York Times. “I asked him what happens if I sign the second one, and he raised his hands,” as if to say, Who knows?
“I thought if I don’t sign the first one I am not going to get out of this place.”
Shoving the memories of his detention aside, he checked the first box and minutes later was running through a cold rain to his waiting parents. “My heart was beating so hard,” he said. “You can’t believe how I cried.”
His mother, Intisar al-Ani, raised her arms in the air, palms up, praising God. “It was like my soul going out, from my happiness,” she recalled. “I hugged him hard, afraid the Americans would take him away again.”
Just three weeks earlier, his last letter home — with its poetic yearnings and a sketch of a caged pink heart — appeared in The Times in one of a series of articles on Iraq’s troubled detention and justice system.
After his release from the American-run jail, Camp Bucca, Mr. Ani and other former detainees described the sprawling complex of barracks in the southern desert near Kuwait as a bleak place where guards casually used their stun guns and exposed prisoners to long periods of extreme heat and cold; where prisoners fought among themselves and extremist elements tried to radicalize others; and where detainees often responded to the harsh conditions with hunger strikes and, at times, violent protests.
Through it all, Mr. Ani was never actually charged with a crime; he said he was questioned only once during his more than two years at the camp.
American detention officials acknowledged that guards used electric devices called Tasers to control detainees, but they said they did so rarely and only when the guards were physically threatened. The officials said that detainees had several ways to report abuse without repercussions, and that all claims were investigated.
Officials declined to give specific details about why they had detained Mr. Ani or why they had freed him.
“He was released because the board that reviewed his case didn’t believe he any longer posed a threat,” said First Lt. Lea Ann Fracasso, a spokeswoman for detention operations, in a written answer to questions. “He was originally detained as a security threat. I don’t have anything more.”
The Detention System
The American detention camps in Iraq now hold 15,500 prisoners, more than at any time since the war began. The camps are filled with people like Mr. Ani who are being held without charge and without access to tribunals where their cases are reviewed, the Times examination published last December found.
Mr. Ani, a women’s clothing merchant, said he was detained in 2004 after American soldiers who were searching for weapons in his six-family apartment building found an Iraqi military uniform in the basement. His joy upon being released in January was short-lived. Days later, he said, a Shiite militia ransacked his home in Baghdad, looking to kill him. He hid, going from house to house, until he could move his family out of Iraq.
Now he is among the estimated 1.5 million Iraqis who have taken refuge in neighboring Syria and Jordan, where sectarian rifts are springing up.
The Reach of War
Go to Complete Coverage »
Related
Iraq’s Legal System Staggers Beneath the Weight of War (December 17, 2006)
Readers’ Opinions
Forum: The Transition in Iraq
Before Mr. Ani was released, American guards asked him to select a sentence to describe his treatment by his captors.
He struggled to quell his hope. Other prisoners had gotten as far as the gate only to be brought back inside, he said, and he feared that would happen to him as punishment for letting his family discuss his case with a reporter.
But as the morning light grew, the American guards moved Mr. Ani, a 31-year-old father of two young children, methodically toward freedom. They swapped his yellow prison suit for street clothes, he said. They snipped off his white plastic identification bracelet. They scanned his irises into their database.
Then, shortly before 9 a.m., Mr. Ani said, he was brought to a table for one last step. He was handed a form and asked to place a check mark next to the sentence that best described how he had been treated:
“I didn’t go through any abuse during detention,” read the first option, in Arabic.
“I have gone through abuse during detention,” read the second.
In the room, he said, stood three American guards carrying the type of electric stun devices that Mr. Ani and other detainees said had been used on them for infractions as minor as speaking out of turn.
“Even the translator told me to sign the first answer,” said Mr. Ani, who gave a copy of his form to The New York Times. “I asked him what happens if I sign the second one, and he raised his hands,” as if to say, Who knows?
“I thought if I don’t sign the first one I am not going to get out of this place.”
Shoving the memories of his detention aside, he checked the first box and minutes later was running through a cold rain to his waiting parents. “My heart was beating so hard,” he said. “You can’t believe how I cried.”
His mother, Intisar al-Ani, raised her arms in the air, palms up, praising God. “It was like my soul going out, from my happiness,” she recalled. “I hugged him hard, afraid the Americans would take him away again.”
Just three weeks earlier, his last letter home — with its poetic yearnings and a sketch of a caged pink heart — appeared in The Times in one of a series of articles on Iraq’s troubled detention and justice system.
After his release from the American-run jail, Camp Bucca, Mr. Ani and other former detainees described the sprawling complex of barracks in the southern desert near Kuwait as a bleak place where guards casually used their stun guns and exposed prisoners to long periods of extreme heat and cold; where prisoners fought among themselves and extremist elements tried to radicalize others; and where detainees often responded to the harsh conditions with hunger strikes and, at times, violent protests.
Through it all, Mr. Ani was never actually charged with a crime; he said he was questioned only once during his more than two years at the camp.
American detention officials acknowledged that guards used electric devices called Tasers to control detainees, but they said they did so rarely and only when the guards were physically threatened. The officials said that detainees had several ways to report abuse without repercussions, and that all claims were investigated.
Officials declined to give specific details about why they had detained Mr. Ani or why they had freed him.
“He was released because the board that reviewed his case didn’t believe he any longer posed a threat,” said First Lt. Lea Ann Fracasso, a spokeswoman for detention operations, in a written answer to questions. “He was originally detained as a security threat. I don’t have anything more.”
The Detention System
The American detention camps in Iraq now hold 15,500 prisoners, more than at any time since the war began. The camps are filled with people like Mr. Ani who are being held without charge and without access to tribunals where their cases are reviewed, the Times examination published last December found.
Mr. Ani, a women’s clothing merchant, said he was detained in 2004 after American soldiers who were searching for weapons in his six-family apartment building found an Iraqi military uniform in the basement. His joy upon being released in January was short-lived. Days later, he said, a Shiite militia ransacked his home in Baghdad, looking to kill him. He hid, going from house to house, until he could move his family out of Iraq.
Now he is among the estimated 1.5 million Iraqis who have taken refuge in neighboring Syria and Jordan, where sectarian rifts are springing up.
Irão impede navio da Greenpeace de entrar nas suas águas territoriais
Irão impede navio da Greenpeace de entrar nas suas águas territoriais
18.02.2007 - 20h23 AFP
As autoridades de Teerão impediram o “Rainbow Warrior”, da Greenpeace, de entrar nas suas águas territoriais. A organização ecologista preparava-se para dar, a bordo do navio, uma conferência de imprensa sobre energia nuclear, afirmou hoje a organização.
"Estava combinado darmos uma conferência de imprensa a bordo do ‘Rainbow Warrior’ em Bouchehr (a cidade a Sul do Irão onde se situa uma central nuclear) para mostrar os resultados de investigações sobre as possibilidades oferecidas ao Irão para satisfazer as suas necessidades energéticas, sem recorrer ao nuclear”, escreveu a Greenpeace em comunicado.
“Mas, no último minuto, e quando o navio se preparava para entrar nas águas territoriais iranianas, as autoridades recusaram dar-nos a autorização final para entrar”, acrescenta a Greenpeace, lamentando esta decisão.
A organização, presente em 40 países, garante que “vai encontrar outros meios para fazer passar a mensagem e continuar a nossa actuação pela paz na região”.
No mesmo comunicado, a organização diz ter realizado uma “acção pacífica em frente ao Parlamento israelita para chamar a atenção dos deputados para os perigos nucleares no Médio Oriente”.
18.02.2007 - 20h23 AFP
As autoridades de Teerão impediram o “Rainbow Warrior”, da Greenpeace, de entrar nas suas águas territoriais. A organização ecologista preparava-se para dar, a bordo do navio, uma conferência de imprensa sobre energia nuclear, afirmou hoje a organização.
"Estava combinado darmos uma conferência de imprensa a bordo do ‘Rainbow Warrior’ em Bouchehr (a cidade a Sul do Irão onde se situa uma central nuclear) para mostrar os resultados de investigações sobre as possibilidades oferecidas ao Irão para satisfazer as suas necessidades energéticas, sem recorrer ao nuclear”, escreveu a Greenpeace em comunicado.
“Mas, no último minuto, e quando o navio se preparava para entrar nas águas territoriais iranianas, as autoridades recusaram dar-nos a autorização final para entrar”, acrescenta a Greenpeace, lamentando esta decisão.
A organização, presente em 40 países, garante que “vai encontrar outros meios para fazer passar a mensagem e continuar a nossa actuação pela paz na região”.
No mesmo comunicado, a organização diz ter realizado uma “acção pacífica em frente ao Parlamento israelita para chamar a atenção dos deputados para os perigos nucleares no Médio Oriente”.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Petrobras cpom lucro 9.500 M€
Petrobras reporta lucro recorde de quase 9.500 M€
A brasileira Petrobras, parceira e accionista da Galp Energia, registou um resultado líquido de 23.725 milhões de reais (cerca de 9,46 mil milhões de euros) no exercício do ano passado, anunciou a companhia esta terça-feira.
A receita bruta consolidada cresceu 15%, alcançando 205.403 milhões de reais, com o líquido a crescer em igual amplitude até 158,24 mil milhões de reais.
O lucro operacional cresceu 6%, para 42,24 mil milhões e o ebitda 9%, até aos 52,06 mil milhões de reais, com a margem bruta a descer de 44%, um na antes, para 40%. Já a margem de ebitda desceu de 35% para os 33%.
Em 2006, a Petrobras também registou um recorde no investimento realizado, o qual ascendeu a 33,68 mil milhões de reais.
coment:
AUAUAUAU ainda há pessoas a ganahar muito dinheiro.
A brasileira Petrobras, parceira e accionista da Galp Energia, registou um resultado líquido de 23.725 milhões de reais (cerca de 9,46 mil milhões de euros) no exercício do ano passado, anunciou a companhia esta terça-feira.
A receita bruta consolidada cresceu 15%, alcançando 205.403 milhões de reais, com o líquido a crescer em igual amplitude até 158,24 mil milhões de reais.
O lucro operacional cresceu 6%, para 42,24 mil milhões e o ebitda 9%, até aos 52,06 mil milhões de reais, com a margem bruta a descer de 44%, um na antes, para 40%. Já a margem de ebitda desceu de 35% para os 33%.
Em 2006, a Petrobras também registou um recorde no investimento realizado, o qual ascendeu a 33,68 mil milhões de reais.
coment:
AUAUAUAU ainda há pessoas a ganahar muito dinheiro.
Google forçado a retirar
Google forçado a retirar…
by peopleware
conteúdos de 18 jornais belgas do serviço noticioso! O Google perdeu mais uma acção judicial pela disponibilização gratuita, através do seu serviço Google News, de conteúdos informativos de terceiros. Desta vez, o processo foi levantado por uma organização de defesa dos direitos de propriedade intelectual belga representativa de 18 jornais e alegava uma violação dos direitos de propriedade intelectual pelo fornecimento gratuito de conteúdos, nomeadamente de arquivo, pelos quais os jornais normalmente se fazem pagar.
O tribunal deu razão à Copiepresse e condenou a empresa de Internet americana à retirada dos conteúdos, fotos ou links do seu serviço noticioso que agrega milhares de publicações em todo o mundo e que estava também disponível na Bélgica desde Janeiro de 2006.
A sentença prevê ainda que no futuro a reutilização de conteúdos do mesmo grupo de sites seja punida com uma coima diária de mil euros. Retroactivamente a Google terá de pagar 25 mil euros por cada dia de incumprimento da decisão, diz também o Tribunal, embora os conteúdos já tivessem sido removidos da plataforma.
O Google reagiu à decisão dizendo acreditar que “o Google News é completamente legal” e argumentando que só mostra “os títulos e uma pequena porção de texto e de imagens. Quando as pessoas querem ler toda a história têm de abrir a página de Internet de jornal”. A empresa afirma ainda que vai recorrer da sentença.
A decisão judicial agora conhecida é já de segunda instância e segue-se a uma primeira que também dava razão à Copiepress conhecida em Setembro. Nesta primeira decisão a Google foi condenada ao pagamento de uma indemnização de um milhão de euros por cada dia de publicação dos conteúdos belgas, depois da decisão.
by peopleware
conteúdos de 18 jornais belgas do serviço noticioso! O Google perdeu mais uma acção judicial pela disponibilização gratuita, através do seu serviço Google News, de conteúdos informativos de terceiros. Desta vez, o processo foi levantado por uma organização de defesa dos direitos de propriedade intelectual belga representativa de 18 jornais e alegava uma violação dos direitos de propriedade intelectual pelo fornecimento gratuito de conteúdos, nomeadamente de arquivo, pelos quais os jornais normalmente se fazem pagar.
O tribunal deu razão à Copiepresse e condenou a empresa de Internet americana à retirada dos conteúdos, fotos ou links do seu serviço noticioso que agrega milhares de publicações em todo o mundo e que estava também disponível na Bélgica desde Janeiro de 2006.
A sentença prevê ainda que no futuro a reutilização de conteúdos do mesmo grupo de sites seja punida com uma coima diária de mil euros. Retroactivamente a Google terá de pagar 25 mil euros por cada dia de incumprimento da decisão, diz também o Tribunal, embora os conteúdos já tivessem sido removidos da plataforma.
O Google reagiu à decisão dizendo acreditar que “o Google News é completamente legal” e argumentando que só mostra “os títulos e uma pequena porção de texto e de imagens. Quando as pessoas querem ler toda a história têm de abrir a página de Internet de jornal”. A empresa afirma ainda que vai recorrer da sentença.
A decisão judicial agora conhecida é já de segunda instância e segue-se a uma primeira que também dava razão à Copiepress conhecida em Setembro. Nesta primeira decisão a Google foi condenada ao pagamento de uma indemnização de um milhão de euros por cada dia de publicação dos conteúdos belgas, depois da decisão.
Etiquetas
internet,
News europe,
news worl
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
VISTA CRCCKADO xD
O site de notícias iraniano Talilya News divulgou que um grupo de crackers quebrou a protecção anti-cópia do Windows Vista, lançado no passado dia 30 de Janeiro. De acordo com o site, as cópias pirateadas do novo sistema operativo estão a ser vendidas por uma empresa local por 8 dólares (perto de 6,20 euros), oferecendo uma chave que permite ao comprador instalar e «legalizar» o programa.
Esta versão do Vista é a primeira do género que permite aos utilizadores registar o produto «de forma completamente legal» no site da Microsoft sem serem detectados. A Microsoft ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Esta versão do Vista é a primeira do género que permite aos utilizadores registar o produto «de forma completamente legal» no site da Microsoft sem serem detectados. A Microsoft ainda não se pronunciou sobre o assunto.
EUA pedem à NATO mais dois mil soldados para o Afeganistão
Cepticismo de alguns europeus
Os Estados Unidos pediram hoje aos aliados da NATO, em Sevilha, mais dois mil soldados e material para o Afeganistão, para o combate contra uma ofensiva inesperada dos taliban. Alguns países europeus mostraram-se cépticos.
Os Estados Unidos pediram hoje aos aliados da NATO, em Sevilha, mais dois mil soldados e material para o Afeganistão, para o combate contra uma ofensiva inesperada dos taliban. Alguns países europeus mostraram-se cépticos.
Nasa Astronaut Capt. Lisa M. Nowak
NASA is reviewing its psychological screening and checkup process in the wake of the arrest of Capt. Lisa M. Nowak, the astronaut accused of attempted murder, space agency officials said yesterday. It will also try to determine whether “indications of concern” in Captain Nowak’s case were overlooked.
Back Story With The Times's Ralph Blumenthal
Criminal Affidavits (Fla. v. Nowak)
Restraining Order (pdf)
Related
From Spaceflight to Attempted Murder Charge (February 7, 2007)
David J. Phillip/Associated Press
Lisa M. Nowak, being escorted off a plane Wednesday in Houston.
Officials said, however, that her behavior had raised no obvious concerns recently and that she had been at work last week preparing for her job at mission control for the next shuttle flight, in March.
Captain Nowak, of the Navy, flew back from Orlando, Fla., to Houston yesterday morning. She covered her head with a jacket as she got off a commercial airliner, and was taken to the Johnson Space Center, where she was given medical tests, a space agency spokesman said.
The sad homecoming capped a tumultuous few days in which Captain Nowak drove more than 900 miles from Texas to Florida to confront an Air Force captain, Colleen Shipman, who she believed to be a rival for the affections of another astronaut. The police say Captain Nowak sprayed Captain Shipman with pepper spray at Orlando International Airport early Monday morning.
Captain Nowak, who wore diapers on the drive so she would not have to stop to relieve herself, took along a disguise, a compressed air pistol, a steel mallet, a knife, latex gloves and garbage bags, the police said. She was charged on Tuesday with attempted murder and released on bail.
NASA officials have said that this appears to be the first time that an active duty astronaut has been charged with a felony.
On Tuesday, Captain Shipman filed a request for a protective order against Captain Nowak. In that document, she stated that Captain Nowak had been stalking her for about two months and referred to the astronaut who officials say was the focus of Captain Nowak’s jealousy, Cmdr. William A. Oefelein of the Navy, as her “boyfriend.” She also said that she had not met Captain Nowak until the attack.
The officials said Captain Nowak’s parents had gone to Houston from Rockville, Md., to help her, and that her husband was taking care of their children. The couple separated recently, the family has said.
At a news conference in Washington, NASA officials described the events after Captain Nowak’s arrest. Captain Shipman informed Commander Oefelein, who was on leave in Florida, of the attack. He contacted Ellen Ochoa, the director of flight crew operations early Monday. The director of the Johnson Space Center, Michael Coats, then dispatched Col. Steven W. Lindsey to Florida to “offer any appropriate assistance.”
The arrest set the agency’s review process in motion, said Shana Dale, NASA’s deputy administrator.
On Tuesday morning, NASA’s administrator, Michael Griffin, ordered Mr. Coats to conduct the review of the space agency’s initial psychological screening and “ongoing psychological assessments during an astronaut’s career,” Ms. Dale said. Yesterday, he ordered a broader inquiry run from Washington that would use outside experts as well, she said.
The two-level review process is intended to find out if astronauts are getting the “level of psychological and medical care and attention they need,” Ms. Dale said. Despite the review, she added, “we think we’re doing things very, very well.”
She said the case should have no long-term impact on the space agency’s reputation, calling it “a unique situation.”
Agency officials insisted that asking for help with emotional problems did not hurt an astronaut’s chance of flying, but Dr. Jon Clark, a former NASA physician whose wife, Laurel Salton Clark, died in the loss of the shuttle Columbia in 2003, said in an interview, “What people say and what’s reality are two different things.
“Astronauts know there is a stigma attached to this stuff,” he added.
The psychological services are delivered only on demand, he said, which is a problem for self-reliant astronauts. “They won’t come to you and say, ‘I’ve got a problem,’ ” he said.
Captain Nowak has been relieved of her duties and will not be involved in the shuttle mission scheduled to begin as early as March 15. She was going to be “capsule communicator,” or Capcom, relaying information to the astronauts aboard the shuttle from mission control. Substituting another astronaut into the position for the coming mission is relatively straightforward, said Col. Robert D. Cabana, the deputy director of the Johnson Space Center, speaking at the news conference from Houston.
In Houston, the Johnson Space Center locked down for what could be a long media siege. The news media swarmed in the neighborhoods where NASA workers live, and helicopters from television stations flew overhead.
The NASA astronaut family support office sent an e-mail message to the spouses of astronauts saying that “several astronaut families have been surprised by media representatives at their homes, and wished they had not opened their doors.”
“Use your own discretion if contacted by the press,” the message read. “However, check the credentials of anyone who contacts you to avoid a situation that could be awkward or even dangerous.”
NASA officials said the space agency had no rules governing fraternization and infidelity among astronauts corresponding to such rules in the military. Ms. Dale said that NASA simply expects astronauts to conduct themselves in ways that will reflect well on the agency.
A spokesman for the Navy said that it is too early to even start considering whether the Navy will conduct its own investigation or press its own charges against Captain Nowak. Any procedure would come after the case has worked its way through civilian courts, the spokesman said.
From Houston, Colonel Cabana said that people at the Johnson Space Center are trying to cope with their surprise and sadness at the bizarre chain of events, but are also working to retain their focus on the continuing support of the International Space Station and the coming shuttle mission.
When asked his impression of Captain Nowak, Colonel Cabana said she “was a vibrant, hard-working” — and then stopped himself briefly and started again, saying, “is a vibrant, hardworking, energetic person who did her job very well.”
Back Story With The Times's Ralph Blumenthal
Criminal Affidavits (Fla. v. Nowak)
Restraining Order (pdf)
Related
From Spaceflight to Attempted Murder Charge (February 7, 2007)
David J. Phillip/Associated Press
Lisa M. Nowak, being escorted off a plane Wednesday in Houston.
Officials said, however, that her behavior had raised no obvious concerns recently and that she had been at work last week preparing for her job at mission control for the next shuttle flight, in March.
Captain Nowak, of the Navy, flew back from Orlando, Fla., to Houston yesterday morning. She covered her head with a jacket as she got off a commercial airliner, and was taken to the Johnson Space Center, where she was given medical tests, a space agency spokesman said.
The sad homecoming capped a tumultuous few days in which Captain Nowak drove more than 900 miles from Texas to Florida to confront an Air Force captain, Colleen Shipman, who she believed to be a rival for the affections of another astronaut. The police say Captain Nowak sprayed Captain Shipman with pepper spray at Orlando International Airport early Monday morning.
Captain Nowak, who wore diapers on the drive so she would not have to stop to relieve herself, took along a disguise, a compressed air pistol, a steel mallet, a knife, latex gloves and garbage bags, the police said. She was charged on Tuesday with attempted murder and released on bail.
NASA officials have said that this appears to be the first time that an active duty astronaut has been charged with a felony.
On Tuesday, Captain Shipman filed a request for a protective order against Captain Nowak. In that document, she stated that Captain Nowak had been stalking her for about two months and referred to the astronaut who officials say was the focus of Captain Nowak’s jealousy, Cmdr. William A. Oefelein of the Navy, as her “boyfriend.” She also said that she had not met Captain Nowak until the attack.
The officials said Captain Nowak’s parents had gone to Houston from Rockville, Md., to help her, and that her husband was taking care of their children. The couple separated recently, the family has said.
At a news conference in Washington, NASA officials described the events after Captain Nowak’s arrest. Captain Shipman informed Commander Oefelein, who was on leave in Florida, of the attack. He contacted Ellen Ochoa, the director of flight crew operations early Monday. The director of the Johnson Space Center, Michael Coats, then dispatched Col. Steven W. Lindsey to Florida to “offer any appropriate assistance.”
The arrest set the agency’s review process in motion, said Shana Dale, NASA’s deputy administrator.
On Tuesday morning, NASA’s administrator, Michael Griffin, ordered Mr. Coats to conduct the review of the space agency’s initial psychological screening and “ongoing psychological assessments during an astronaut’s career,” Ms. Dale said. Yesterday, he ordered a broader inquiry run from Washington that would use outside experts as well, she said.
The two-level review process is intended to find out if astronauts are getting the “level of psychological and medical care and attention they need,” Ms. Dale said. Despite the review, she added, “we think we’re doing things very, very well.”
She said the case should have no long-term impact on the space agency’s reputation, calling it “a unique situation.”
Agency officials insisted that asking for help with emotional problems did not hurt an astronaut’s chance of flying, but Dr. Jon Clark, a former NASA physician whose wife, Laurel Salton Clark, died in the loss of the shuttle Columbia in 2003, said in an interview, “What people say and what’s reality are two different things.
“Astronauts know there is a stigma attached to this stuff,” he added.
The psychological services are delivered only on demand, he said, which is a problem for self-reliant astronauts. “They won’t come to you and say, ‘I’ve got a problem,’ ” he said.
Captain Nowak has been relieved of her duties and will not be involved in the shuttle mission scheduled to begin as early as March 15. She was going to be “capsule communicator,” or Capcom, relaying information to the astronauts aboard the shuttle from mission control. Substituting another astronaut into the position for the coming mission is relatively straightforward, said Col. Robert D. Cabana, the deputy director of the Johnson Space Center, speaking at the news conference from Houston.
In Houston, the Johnson Space Center locked down for what could be a long media siege. The news media swarmed in the neighborhoods where NASA workers live, and helicopters from television stations flew overhead.
The NASA astronaut family support office sent an e-mail message to the spouses of astronauts saying that “several astronaut families have been surprised by media representatives at their homes, and wished they had not opened their doors.”
“Use your own discretion if contacted by the press,” the message read. “However, check the credentials of anyone who contacts you to avoid a situation that could be awkward or even dangerous.”
NASA officials said the space agency had no rules governing fraternization and infidelity among astronauts corresponding to such rules in the military. Ms. Dale said that NASA simply expects astronauts to conduct themselves in ways that will reflect well on the agency.
A spokesman for the Navy said that it is too early to even start considering whether the Navy will conduct its own investigation or press its own charges against Captain Nowak. Any procedure would come after the case has worked its way through civilian courts, the spokesman said.
From Houston, Colonel Cabana said that people at the Johnson Space Center are trying to cope with their surprise and sadness at the bizarre chain of events, but are also working to retain their focus on the continuing support of the International Space Station and the coming shuttle mission.
When asked his impression of Captain Nowak, Colonel Cabana said she “was a vibrant, hard-working” — and then stopped himself briefly and started again, saying, “is a vibrant, hardworking, energetic person who did her job very well.”
Numbers Out on How Rich the YouTube Deal Was
Numbers Out on How Rich the YouTube Deal Was
Published: February 8, 2007
Everyone suspected that the investors, founders and early employees of YouTube made tidy sums when it was acquired by Google for $1.65 billion in stock late last year.
But until yesterday, few knew just how tidy those sums were. The answer, which Google delivered in a filing with the Securities and Exchange Commission, is now in: The sums are big enough to spark a new wave of envy across Silicon Valley.
The biggest windfalls went, not surprisingly, to the company’s three founders and to Sequoia Capital, the main financial backer of YouTube, the popular video-sharing site.
A founder and YouTube’s chief executive Chad Hurley received 694,087 shares of Google and an additional 41,232 in a trust. Based on Google’s closing price yesterday of $470.01, the shares are worth more than $345 million.
Another founder, Steven Chen, received 625,366 shares and an additional 68,721 in a trust, for more than $326 million.
Sequoia Capital XI, the Sequoia fund that invested close to $11.5 million in YouTube from November 2005 to April 2006, was listed as having 941,027 shares, which are valued at more than $442 million.
The filing lists a Sequoia Capital XI Principals Fund owning 102,376 shares, valued at more than $48 million, and Sequoia Technology Partners XI with 29,724 shares, valued at nearly $14 million.
Sequoia, considered one of the most successful venture capital firms in the country, was also a principal investor in Google.
The third founder of YouTube, Jawed Karim, who left the company early on to pursue a graduate degree in computer science, received 137,443 shares worth more than $64 million.
In addition, several funds affiliated with Artis Capital Management, a San Francisco hedge fund managed by Stuart L. Peterson that was a co-investor with Sequoia, were listed as having received 176,621 shares, valued at $83 million.
When the deal was announced in October, YouTube was less than two years old and had about 70 employees. Several of the early employees are listed in the filing statement as owning thousands of Google shares.
The acquisition, the biggest in Google’s history, put the Internet search giant in the leading position in the rapidly growing world of online video. But the acquisition has been clouded by threats that Google could be sued by movie studios and other content owners over the proliferation of copyrighted material on the YouTube site. Just last week, Viacom demanded that Google remove from YouTube more than 100,000 video clips it claimed to own.
Published: February 8, 2007
Everyone suspected that the investors, founders and early employees of YouTube made tidy sums when it was acquired by Google for $1.65 billion in stock late last year.
But until yesterday, few knew just how tidy those sums were. The answer, which Google delivered in a filing with the Securities and Exchange Commission, is now in: The sums are big enough to spark a new wave of envy across Silicon Valley.
The biggest windfalls went, not surprisingly, to the company’s three founders and to Sequoia Capital, the main financial backer of YouTube, the popular video-sharing site.
A founder and YouTube’s chief executive Chad Hurley received 694,087 shares of Google and an additional 41,232 in a trust. Based on Google’s closing price yesterday of $470.01, the shares are worth more than $345 million.
Another founder, Steven Chen, received 625,366 shares and an additional 68,721 in a trust, for more than $326 million.
Sequoia Capital XI, the Sequoia fund that invested close to $11.5 million in YouTube from November 2005 to April 2006, was listed as having 941,027 shares, which are valued at more than $442 million.
The filing lists a Sequoia Capital XI Principals Fund owning 102,376 shares, valued at more than $48 million, and Sequoia Technology Partners XI with 29,724 shares, valued at nearly $14 million.
Sequoia, considered one of the most successful venture capital firms in the country, was also a principal investor in Google.
The third founder of YouTube, Jawed Karim, who left the company early on to pursue a graduate degree in computer science, received 137,443 shares worth more than $64 million.
In addition, several funds affiliated with Artis Capital Management, a San Francisco hedge fund managed by Stuart L. Peterson that was a co-investor with Sequoia, were listed as having received 176,621 shares, valued at $83 million.
When the deal was announced in October, YouTube was less than two years old and had about 70 employees. Several of the early employees are listed in the filing statement as owning thousands of Google shares.
The acquisition, the biggest in Google’s history, put the Internet search giant in the leading position in the rapidly growing world of online video. But the acquisition has been clouded by threats that Google could be sued by movie studios and other content owners over the proliferation of copyrighted material on the YouTube site. Just last week, Viacom demanded that Google remove from YouTube more than 100,000 video clips it claimed to own.
Numbers about windows vista
By Christopher Lawton
Word Count: 336 | Companies Featured in This Article: Microsoft, Hewlett-Packard
SAN FRANCISCO -- U.S. personal computer buyers took to the stores to buy new systems in the first week that Microsoft Corp.'s Windows Vista operating system was available, according to data from research firm Current Analysis, Inc.
The firm said that unit sales of PCs at U.S. retailers for the week ending Feb. 3 jumped 67% versus a year ago and 173% from the prior week, when Vista ...
Word Count: 336 | Companies Featured in This Article: Microsoft, Hewlett-Packard
SAN FRANCISCO -- U.S. personal computer buyers took to the stores to buy new systems in the first week that Microsoft Corp.'s Windows Vista operating system was available, according to data from research firm Current Analysis, Inc.
The firm said that unit sales of PCs at U.S. retailers for the week ending Feb. 3 jumped 67% versus a year ago and 173% from the prior week, when Vista ...
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
The new BMW 7 hidrogen
The New BMW Hydrogen 7
BMW Group
With the BMW Hydrogen 7, the BMW Group is laying down a marker for sustainable mobility. This car will play a pioneering role in driving forward hydrogen technologies. BMW has gained an excellent reputation for significantly reducing fuel consumption and CO2 emissions by using ultra efficient, yet very dynamic gasoline engines. Together with clean, performance diesel engines and the technologically advanced hybrid systems currently under development within the BMW EfficientDynamics project, the BMW Group has a clear strategy for sustainable mobility - with hydrogen as the ultimate goal.
Hydrogen technology dramatically reduces emissions generated by personal transport and, in particular, minimizes the emission of CO2. Running in the hydrogen mode, the BMW Hydrogen 7 essentially emits nothing but water vapor.
With all the comforts and amenities of a non-hydrogen BMW 7 Series, the BMW Hydrogen 7 is powered by a 260 bhp twelve-cylinder engine that accelerates from 0-62.1 mph in 9.5 seconds. Top speed is limited electronically to 143 mph. The BMW Hydrogen 7 also features a dual-mode power unit - controlled at the touch of a button - that can switch quickly and conveniently from hydrogen to conventional premium gasoline.
The car's dual-mode drive provides a hydrogen mode cruising range of more than 125 miles, with another 300 miles in the gasoline mode. With this overall cruising range of more than 400 miles, the driver of a BMW Hydrogen 7 is able to use the vehicle without problem even when the nearest hydrogen filling station is far away. This technology is a viable solution until the hydrogen infrastructure is fully developed.
The BMW Hydrogen 7 emphatically proves that changing over to an alternative form of energy doesn't mean missing out on superior driving dynamics and comfort. The departure from fossil fuel does not in any way mean giving up the dynamics and performance typical of a BMW. The mobility of tomorrow and driving pleasure of today are compatible, with the drive concept of BMW Hydrogen 7 being directly transferable to future models. Driving a car of this caliber will be just as thrilling in the future as it is today, but at the same time cleaner than ever before.
BMW Group
With the BMW Hydrogen 7, the BMW Group is laying down a marker for sustainable mobility. This car will play a pioneering role in driving forward hydrogen technologies. BMW has gained an excellent reputation for significantly reducing fuel consumption and CO2 emissions by using ultra efficient, yet very dynamic gasoline engines. Together with clean, performance diesel engines and the technologically advanced hybrid systems currently under development within the BMW EfficientDynamics project, the BMW Group has a clear strategy for sustainable mobility - with hydrogen as the ultimate goal.
Hydrogen technology dramatically reduces emissions generated by personal transport and, in particular, minimizes the emission of CO2. Running in the hydrogen mode, the BMW Hydrogen 7 essentially emits nothing but water vapor.
With all the comforts and amenities of a non-hydrogen BMW 7 Series, the BMW Hydrogen 7 is powered by a 260 bhp twelve-cylinder engine that accelerates from 0-62.1 mph in 9.5 seconds. Top speed is limited electronically to 143 mph. The BMW Hydrogen 7 also features a dual-mode power unit - controlled at the touch of a button - that can switch quickly and conveniently from hydrogen to conventional premium gasoline.
The car's dual-mode drive provides a hydrogen mode cruising range of more than 125 miles, with another 300 miles in the gasoline mode. With this overall cruising range of more than 400 miles, the driver of a BMW Hydrogen 7 is able to use the vehicle without problem even when the nearest hydrogen filling station is far away. This technology is a viable solution until the hydrogen infrastructure is fully developed.
The BMW Hydrogen 7 emphatically proves that changing over to an alternative form of energy doesn't mean missing out on superior driving dynamics and comfort. The departure from fossil fuel does not in any way mean giving up the dynamics and performance typical of a BMW. The mobility of tomorrow and driving pleasure of today are compatible, with the drive concept of BMW Hydrogen 7 being directly transferable to future models. Driving a car of this caliber will be just as thrilling in the future as it is today, but at the same time cleaner than ever before.
Google Hiring
Google has always wanted to hire people with straight-A report cards and double 800s on their SATs. Now, like an Ivy League school, it is starting to look for more well-rounded candidates, like those who have published books or started their own clubs.
Desperate to hire more engineers and sales representatives to staff its rapidly growing search and advertising business, Google — in typical eccentric fashion — has created an automated way to search for talent among the more than 100,000 job applications it receives each month. It is starting to ask job applicants to fill out an elaborate online survey that explores their attitudes, behavior, personality and biographical details going back to high school.
The questions range from the age when applicants first got excited about computers to whether they have ever tutored or ever established a nonprofit organization.
The answers are fed into a series of formulas created by Google’s mathematicians that calculate a score — from zero to 100 — meant to predict how well a person will fit into its chaotic and competitive culture.
“As we get bigger, we find it harder and harder to find enough people,” said Laszlo Bock, Google’s vice president for people operations. “With traditional hiring methods, we were worried we will overlook some of the best candidates.”
Google is certainly not alone in the search for quantitative ways to find good employees. Employers use a wide range of tests meant to assess skills, intelligence, personality and honesty. And the use of biographical surveys similar to Google’s new system is on the rise.
Such tools, however, have mainly been the trademark of large corporations recruiting armies of similar workers, like telephone service representatives or insurance sales agents. They are rarely used in Silicon Valley, which is built on a belief in idiosyncratic talent.
“ Yahoo does not use tests, puzzles or tricks, etc., when interviewing candidates,” Jessie Wixon, a spokeswoman for Yahoo, said. (Google is known for hazing prospects in interviews with intractable brain teasers. And it once tried to attract candidates by placing some particularly difficult problems on billboards.)
Google’s growth is staggering even by Silicon Valley standards. It is constantly leasing new buildings for its overflowing campus here and opening offices around the world.
Google has doubled the number of employees in each of the last three years. Even though the company now has about 10,000 employees, Mr. Bock says he sees no reason the company will not double again in size this year. That would increase the number of hires to about 200 a week.
As a result, Mr. Bock, who joined Google from General Electric last spring, has been trying to make the company’s rigorous screening process more efficient. Until now, head hunters said, Google largely turned up its nose at engineers who had less than a 3.7 grade-point average. (Those who wanted to sell ads could get by with a 3.0 average, head hunters said.) And it often would take two months to consider candidates, submitting them to more than half a dozen interviews.
Unfortunately, most of the academic research suggests that the factors Google has put the most weight on — grades and interviews — are not an especially reliable way of hiring good people.
“Interviews are a terrible predictor of performance,” Mr. Bock said.
Mr. Bock said that he wanted the company’s human resources department to bring the iconoclastic style as its Web site developers to the normally routine function of interviewing job candidates. “The level of questioning assumptions is uniquely Googly,” Mr. Bock said.
So Google set out to find out if there were any bits of life experience or personality it could use to spot future stars.
Last summer, Google asked every employee who had been working at the company for at least five months to fill out a 300-question survey.
Some questions were factual: What programming languages are you familiar with? What Internet mailing lists do you subscribe to?
Some looked for behavior: Is your work space messy or neat?
And some looked at personality: Are you an extrovert or an introvert?
And some fell into no traditional category in the human resources world: What magazines do you subscribe to? What pets do you have?
“We wanted to cast a very wide net,” Mr. Bock said. “It is not unusual to walk the halls here and bump into dogs. Maybe people who own dogs have some personality trait that is useful.”
Desperate to hire more engineers and sales representatives to staff its rapidly growing search and advertising business, Google — in typical eccentric fashion — has created an automated way to search for talent among the more than 100,000 job applications it receives each month. It is starting to ask job applicants to fill out an elaborate online survey that explores their attitudes, behavior, personality and biographical details going back to high school.
The questions range from the age when applicants first got excited about computers to whether they have ever tutored or ever established a nonprofit organization.
The answers are fed into a series of formulas created by Google’s mathematicians that calculate a score — from zero to 100 — meant to predict how well a person will fit into its chaotic and competitive culture.
“As we get bigger, we find it harder and harder to find enough people,” said Laszlo Bock, Google’s vice president for people operations. “With traditional hiring methods, we were worried we will overlook some of the best candidates.”
Google is certainly not alone in the search for quantitative ways to find good employees. Employers use a wide range of tests meant to assess skills, intelligence, personality and honesty. And the use of biographical surveys similar to Google’s new system is on the rise.
Such tools, however, have mainly been the trademark of large corporations recruiting armies of similar workers, like telephone service representatives or insurance sales agents. They are rarely used in Silicon Valley, which is built on a belief in idiosyncratic talent.
“ Yahoo does not use tests, puzzles or tricks, etc., when interviewing candidates,” Jessie Wixon, a spokeswoman for Yahoo, said. (Google is known for hazing prospects in interviews with intractable brain teasers. And it once tried to attract candidates by placing some particularly difficult problems on billboards.)
Google’s growth is staggering even by Silicon Valley standards. It is constantly leasing new buildings for its overflowing campus here and opening offices around the world.
Google has doubled the number of employees in each of the last three years. Even though the company now has about 10,000 employees, Mr. Bock says he sees no reason the company will not double again in size this year. That would increase the number of hires to about 200 a week.
As a result, Mr. Bock, who joined Google from General Electric last spring, has been trying to make the company’s rigorous screening process more efficient. Until now, head hunters said, Google largely turned up its nose at engineers who had less than a 3.7 grade-point average. (Those who wanted to sell ads could get by with a 3.0 average, head hunters said.) And it often would take two months to consider candidates, submitting them to more than half a dozen interviews.
Unfortunately, most of the academic research suggests that the factors Google has put the most weight on — grades and interviews — are not an especially reliable way of hiring good people.
“Interviews are a terrible predictor of performance,” Mr. Bock said.
Mr. Bock said that he wanted the company’s human resources department to bring the iconoclastic style as its Web site developers to the normally routine function of interviewing job candidates. “The level of questioning assumptions is uniquely Googly,” Mr. Bock said.
So Google set out to find out if there were any bits of life experience or personality it could use to spot future stars.
Last summer, Google asked every employee who had been working at the company for at least five months to fill out a 300-question survey.
Some questions were factual: What programming languages are you familiar with? What Internet mailing lists do you subscribe to?
Some looked for behavior: Is your work space messy or neat?
And some looked at personality: Are you an extrovert or an introvert?
And some fell into no traditional category in the human resources world: What magazines do you subscribe to? What pets do you have?
“We wanted to cast a very wide net,” Mr. Bock said. “It is not unusual to walk the halls here and bump into dogs. Maybe people who own dogs have some personality trait that is useful.”
Violendcia controlada pelos fed's
Jan 2, 2007 (yesterday)Violência no Rio de Janeiro poderá ser combatida pelas tropas federais
Ataques da semana passada causaram 26 mortos
O Governo brasileiro admite enviar tropas federais para o Rio de Janeiro para tentar controlar a onda de violência na cidade, que fez na semana passada 26 mortos.
Ataques da semana passada causaram 26 mortos
O Governo brasileiro admite enviar tropas federais para o Rio de Janeiro para tentar controlar a onda de violência na cidade, que fez na semana passada 26 mortos.
ONU levanta embargo a caviar
ONU levanta proibição às exportações de caviar do Mar Cáspio
Recursos continuam em declínio
As Nações Unidas aprovaram hoje o fim do embargo, que esteve em vigor durante um ano, às exportações de caviar do Mar Cáspio, apesar de os "stocks" continuarem em declínio.
Recursos continuam em declínio
As Nações Unidas aprovaram hoje o fim do embargo, que esteve em vigor durante um ano, às exportações de caviar do Mar Cáspio, apesar de os "stocks" continuarem em declínio.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Pesquisa personalizada